10 março 2006

Vacinas para os 100 mil fundamentais...

"Cem mil portugueses considerados "fundamentais para o país", devido aos cargos que ocupam, vão receber antivirais em caso de pandemia provocada pelo vírus da gripe das aves" Publico

Dentro dos 100 mil portugueses fundamentais encontram-se os profissionais de saúde, de sectores como o fornecimento de electricidade, água, gás ou alimentos, as forças de segurança, e por aí. O resto dos portugueses... azar, que fiquem com os pés para a cova.

Muita coisa podia ser dita sobre este caso, e muita já foi dita. Eu gostava de salientar só um pormenorzinho que me parece interessante. Segundo isto, o comum português não recebe vacina, ou seja, é uma potencial vitima do vírus em caso de pandemia, ou seja, tem grande possibilidade de ir desta para melhor.

Agora analisando por outro lado. O comum português, classe média ou baixa, está "de algum tempo para cá" (coff coff), cada vez mais, a suportar os estado com os impostos cada vez mais altos, e essas coisas que nós todos sabemos.

Juntando os dois pensamentos. Se se forem aqueles que andam aqui a trabalhar para suportar os estado. E ficarem então só os fundamentais (e já se sabe muito bem quem vai ficar com eles), ficam só os que roubam e exploram (o falecido) comum português. Quem fica a suportar os estado? Não seria melhor ideia dar as vacinas aos que andam aqui a trabalhar? É que vigaristas para mandar não faltam, e povo para trabalhar faz falta.

3 comentários:

Pedro Morgado disse...

Nós não somos fundamentais!

João Dias disse...

Gostei da argumentação, afinal quem sustenta o Estado são mesmo os prescindíveis...ou pelo menos os não-fundamentais.

Rita disse...

Pergunta: Quantos dos 100 mil fundamentais o serão realmente?

Espero que não estejam lá incluídos políticos nem jogadores de futebol.